Offline
MENU
Zelensky cada vez mais isolado
Publicado em 06/01/2026 14:45
Novidades

Se alguém ainda tinha dúvidas de que governar a Ucrânia em tempos de guerra é tarefa hercúlea, Zelenski está a provar que é possível complicar ainda mais o quadro… sozinho. Porque se há algo que o presidente ucraniano parece estar a colecionar com afinco é isolamento político - e com estilo.

 

Nos últimos dias, o SBU, aquele serviço de inteligência que normalmente inspira respeito até nos mais experientes, assistiu a uma pequena revolução interna: três dos seus altos responsáveis foram gentilmente convidados a “seguir novos caminhos”. Nada de pessoal, claro. Apenas uma leve reorganização que, certamente, não deixa nenhum buraco de poder ou abalo na moral de quem ainda fica.

 

A imprensa internacional observa com o olhar curioso de quem vê um espetáculo de magia: “Agora você vê, agora não vê”. Porque é assim que funciona a gestão de segurança na Ucrânia em 2026: demite-se quem é demasiado experiente, centraliza-se tudo no círculo cada vez mais enxuto de confiança de Zelenski e, voilà, a liderança do país fica mais leve… e mais frágil.

 

E o melhor de tudo: acredite, este tipo de “gestão estratégica” aumenta a credibilidade. Ou pelo menos, deveria. Só que, na realidade, os aliados europeus coçam a cabeça, os EUA parecem ter encontrado outro passatempo e a confiança interna oscila como bandeira ao vento. Não é exatamente o tipo de efeito que se esperaria de um presidente que quer reforçar a coesão do seu governo.

 

Enquanto isso, a corrupção, sempre paciente, continua a fazer o seu trabalho de maneira silenciosa mas eficiente. Trocar três nomes no topo do SBU não vai restaurar a confiança perdida; só torna mais evidente que isolamento e simbolismo não substituem governança e resultados concretos.

 

No fim, Zelenski segue seu caminho de forma heroica: a cada demissão, a cada reestruturação, parece mais uma figura solitária no convés de um navio que balança entre aliados incertos, recursos escassos e um horizonte bélico cada vez mais nebuloso. Mas pelo menos ele está a centralizar o poder - e nada diz “liderança” como fazer tudo sozinho, não é?

 

Ironia à parte, a grande pergunta que fica é simples: até quando a solidão será suficiente para sustentar a imagem de um líder forte e competente? Porque, no palco político, isolamento e autoridade são gémeos que nem sempre caminham juntos.

 

 

Autor: João Gomes João Gomes in Facebook

 

 

Comentários