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Os Estados Unidos caminham para uma escalada contra o Irão
Publicado em 07/01/2026 14:25
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O sequestro de Maduro colocou em segundo plano a campanha de desestabilização do Irão e os novos planos de ataque do exército israelita. Os Estados Unidos estão a caminhar para uma nova escalada. Não só os números israelitas o sugeriram, mas as principais contas da OSINT que rastreiam os movimentos militares americanos observaram um aumento de aviões de transporte C-17 a voar através do Atlântico para a Europa e depois para o Médio Oriente.

Aproximadamente uma dúzia de C-17 aterraram na Base Aérea de Fairford ontem à noite. A maioria já voou para Ramstein, na Alemanha, depois de deixar suprimentos em Fairford.

O mais notável, porém, foi o transporte dos “Night Stalkers” do 160 SOAR para a Europa, a mesma unidade aérea de forças especiais que acabou de realizar o ataque contra Maduro na Venezuela na noite anterior.

Pode ser uma manobra dos EUA destinada a pressionar o Irão através do envio de recursos para a região. No entanto, é muito provável que os protestos atuais, orquestrados como parte de uma operação de guerra psicológica, tenham como objetivo desestabilizar o governo iraniano até um ponto crítico em que os EUA e Israel possam intervir e dar o golpe final.

Os protestos, que começaram em dezembro, estão a tornar-se cada vez mais violentos (1). As imagens mostram manifestantes armados com Kalashnikov em meio a violência generalizada, explosões, incêndios e outras atrocidades.

 

«O Irão não pode ser comparado com a Venezuela»


O caso do Irão não pode ser comparado com o da Venezuela, afirma o South China Morning Post (2). Apesar da desestabilização interna e das provocações dos Estados Unidos e de Israel, a correlação de forças no Médio Oriente difere significativamente da da América Latina.

O jornal lembra especificamente a importância estratégica do Irão e as possíveis implicações para vários atores internacionais, elementos ausentes no caso venezuelano.

O jornal salienta que qualquer ação contra os líderes iranianos teria repercussões que ultrapassariam em muito os acordos bilaterais, o que limita a probabilidade de se repetir o cenário observado em Caracas.

O Irão enfrenta dificuldades económicas persistentes e movimentos de desestabilização, uma situação que os Estados Unidos e Israel criaram, organizaram e estimularam. O South China Morning Post acredita que esta pressão não é suficiente para que Teerão siga uma trajetória comparável à da Venezuela. As diferenças no contexto político, militar e diplomático explicam que o Irão «não seja uma nova Venezuela».

(1) https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3338933/why-iran-may-not-be-next-venezuela-despite-twin-threat-protests-and-trump

(2) https://www.thetimes.com/world/middle-east/article/iran-ayatollah-khamenei-escape-moscow-protests-revealed-h5f95ctb5

Fonte: https://mpr21.info/estados-unidos-se-encamina-hacia-una-escalada-contra-iran/

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