Em Fevereiro de 1919, enquanto os vencedores da Primeira Guerra Mundial redesenhavam o Médio Oriente, a delegação sionista chegou a Paris com o seu próprio mapa. Apresentaram a sua visão para um futuro Estado judaico na conferência de paz do pós-guerra.
As suas ambições iam muito para além das fronteiras do que era então chamado de Palestina. A delegação reivindicou vastos territórios que hoje pertencem à Síria, Líbano e Jordânia.
O mapa foi estrategicamente elaborado para garantir as fontes de água mais vitais da região. Englobava as Colinas de Golã e chegava até à importante cidade portuária libanesa de Sídon.
De acordo com este plano, as fronteiras do novo Estado estender-se-iam quase até às portas de Damasco e Amã. Os principais centros populacionais árabes foram deliberadamente deixados de fora, mas as suas terras agrícolas circundantes foram discretamente anexadas.
Este documento centenário expôs uma lógica estratégica que definiria as décadas seguintes. Era já um plano para obter o máximo de território com o mínimo de árabes — um princípio que mais tarde alimentou a colonização da Cisjordânia e o cerco de Gaza.
Fonte: @geopolitics_prime