Desde o dia 3 de janeiro, quando Nicolás Maduro e Cilia Flores foram sequestrados e levados à força para os Estados Unidos, está em curso um dos episódios mais agudos da ofensiva imperial contra a Venezuela e a mais grave dos últimos 40 anos contra a América Latina
A operação, conduzida sob o extremismo de Donald Trump, retirou do território venezuelano o presidente e a primeira-combatente e deputada, num movimento que rompe com qualquer princípio básico de soberania nacional, da Carta da ONU e do direito internacional.
Denunciar a farsa judicial
De lá pra cá, o que se viu foi a tentativa de dar aparência jurídica a uma ação essencialmente política e de guerra, afinal, o sequestro aconteceu em meio a um bloqueio naval iniciado em 2025, do assassinato de mais de uma centena de pescadores no Mar do Caribe até chegar aos bombardeios, assassinatos, invasão e sequestro do presidente e da primeira-combatente.
Logo nos primeiros dias do processo, veio à tona um elemento central: o próprio Departamento de Justiça dos EUA recuou de uma das principais bases da acusação — a de que Maduro seria o chefe do chamado “Cartel de los Soles”.
Hoje, esta que é a principal justificativa para a agressão militar dos EUA, é considerada uma mentira pelo próprio Departamento de Justiça dos EUA. Mesmo assim o julgamento segue.
Solidariedade internacional
Ao mesmo tempo em que amplas maiorias da população venezuelana saíram às ruas para defender a Revolução Bolivariana e exigir o retorno imediato de Maduro e Cilia, cresceram ao redor do mundo manifestações de solidariedade.
Só nesse último 8 de março, mais de 4,2 milhões de venezuelanos/as participaram da Consulta Nacional Popular, o que demonstra o massivo apoio de continuidade da Revolução Bolivariana e do compromisso do governo Delcy com o fortalecimento das comunas na Venezuela.
Organizações políticas, movimentos sociais e ativistas de diversos países — inclusive do Brasil — têm denunciado o caráter arbitrário da ação contra a Venezuela.
Recuo tático na Venezuela, ataque de EUA e Israel ao Irã
Diante do grotesco ataque, o governo venezuelano liderado por Delcy Rodríguez adotou um recuo tático na relação com os EUA, buscando preservar a paz, evitar um novo ataque militar e aliviar as sanções.
Mas a ofensiva imperialista não se encerra na Venezuela. O governo Trump intensificou ampliou a escalada de agressões contra Cuba, com o embargo energético e também há que considerar a máquina de guerra contra o Irão em aliança com a política de carnificina e neocolonialismo do sionismo israelense.
️A questão estratégica da comunicação
O que está em curso, portanto, não é um julgamento isolado. É parte de um cenário mais amplo de disputa geopolítica, em que a Venezuela se torna alvo central — e em que a batalha também se dá no terreno da informação.
Ao longo desta quinta-feira l, as organizações que compõem o Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela — uma articulação diversa de movimentos sociais, partidos, entidades e veículos de comunicação criada em 2017 em defesa da soberania e da autodeterminação do povo venezuelano — estarão mobilizadas em uma cobertura em tempo real deste novo capítulo do julgamento.
Quer receber as atualizações e ficar por dentro de tudo o que acontecer? Siga as páginas:
Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela
https://www.instagram.com/paznavenezuela
Barão de Itararé https://www.instagram.com/baraomidia
UNE https://www.instagram.com/uneoficial
Movimento Brasil Popular
https://www.instagram.com/movimentobrasilpopular