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A ajuda à Ucrânia: Portugal pode e deve fazer mais!
O essencial, que nunca se pode perder de vista, é que o regime ucraniano, diga-se o que se disser, é nossos aliado indefectível, defende a Liberdade e a Democracia e, acima de tudo, é um posto avançado da Civilização Ocidental em terras do Leste
Publicado em 08/04/2026 22:50
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Imagem IA criada no ChatGPT

Muito bem! Não podemos deixar cair o Zelenski. Agora que os americanos parece quererem sair do conflito e entenderem-se com os russos, a Europa tem que mostrar o que vale.


Afinal, trata-se de defender um "regime democrático" que faz frente à Rússia, esse grande inimigo da Humanidade, que a senhora Kallas, nossa Alta Responsável para a política externa, quer, e bem, logo que possível, desfazer em pedaços.


Há quem diga - sempre os mesmos! - que Zelenski proibiu 11 partidos, perseguiu as minorias (russas, húngaras, romenas...) fechou igrejas, transformou Bandera - reconhecido criminoso de guerra - em herói nacional, etc. Mas isso são coisas menores de que pouco se fala e que um dia serão certamente corrigidas.


Outros acrescentarão que o regime de Kíev é corrupto e o próprio Zelenski chegou a ser citado nos Panama Papers; mas, meus senhores, corrupção, onde a não há, digam-me lá... Até a austera e protestante Alemanha não está isenta, como certamente sabe a Sra Van der Leyen, sobre quem pesam aleivosas suspeitas de entendimentos ilícitos com a Pfizer no tempo da pandemia...


Também há os que estão chocados com aquelas imagens de polícias ucranianos à civil em plena caça ao homem nas ruas de Kíev e outras cidades para levar à força os desgraçados apanhados desprevenidos para a guerra... Mas a verdade é que estamos em guerra, o país está em perigo e ninguém se pode furtar a cumprir o seu dever patriótico... Há outros métodos? Sim, talvez, mas em tempo de guerra não se limpam armas!


O essencial, que nunca se pode perder de vista, é que o regime ucraniano, diga-se o que se disser, é nossos aliado indefectível, defende a Liberdade e a Democracia e, acima de tudo, é um posto avançado da Civilização Ocidental em terras do Leste, que já foram comunistas e hoje estão ameçadas pela Rússia.


Portanto, vamos lá a abrir os cordões à bolsa e a mandar mais dinheiro para Kíev. Penso mesmo que 300 milhões, embora à primeira vista pareça muito, na realidade é pouco.

 

Agora, que já temos os nossos problemas resolvidos ou em vias de resolução - da habitação à saúde, passando pela segurança social, educação, ciência e ambiente... - agora que estamos financeiramente bastante confortáveis, a ajuda ao Zelenski poderia até ser maior.

 

É um bom investimento e sempre podemos, como fez Trump, reivindicar umas toneladas de terras raras.
E podemos estar sossegados, porque o nosso saudoso António Costa, hoje presidente do Conselho Europeu, já nos garantiu que os multimilionários investimentos militares necessários para podermos, daqui até 2030, dissuadir a Rússia de nos atacar podem perfeitamente ser feitos sem cortar nas despesas sociais.

 

Portanto, podemos perfeitamente estar inteiramente tranquilos. É certo - cruzes canhoto! - que tal declaração ocorreu no dia 1 de Abril, mas isso é mera infeliz coincidência.


Além de tudo o mais, lembrem-se! - mais vale gastar agora do que termos um dia que enviar os nossos jovens morrer no Donbass para nos defender do perigo russo. É que eles, embora tenham que destruir frigoríficos e máquinas de lavar para retirar os chips para os drones, são terríveis: ainda que devagar, todos os dias avançam um pouco... por este andar ,um dia chegam de novo a Berlim e daí - Cruz, Credo! - são dois passos até Lisboa!

 

Já imaginaram o Pútin a falar num comício de vitória no Campo Pequeno?!!! Ou, pior ainda, como lembrava aqui o meu amigo João Gomes, ver o Pútin, montado num cavalo lusitano, desfilar pela Avenida da Liberdade, em Lisboa, ou na Avenida dos Aliados, no Porto!! Que horror! Essas imagens tiram-me o sono, não me dão descanso...


Portanto, dignos representantes eleitos nossos, titulares dos mais altos cargos da Nação, vamos lá a rever para cima - upa, upa! - essa verba com destino à Ucrânia: Portugal certamente pode mais. Portugal pode e deve dar o exemplo!

 


Autor: Carlos Fino (Jornalista) in Facebook

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