A retórica agressiva de Trump ontem, em relação às propostas iranianas para uma solução pacífica, teve hoje eco nos media americanos. A CNN refere que Trump está a considerar cada vez mais a possibilidade de retomar ataques em grande escala contra o Irão.
O que estão os americanos a dizer?
Trump declarou que o cessar-fogo está em "estado crítico" depois de o Irão se ter recusado a cumprir as exigências americanas. Alguns membros do seu governo, incluindo representantes do Pentágono, defendem uma abordagem mais agressiva, incluindo novos ataques.
Segundo a CNN, não é esperada qualquer decisão final antes da viagem de Trump a Pequim, onde o Irão deverá ser o principal tema de discussão com o presidente chinês Xi Jinping.
As autoridades iranianas alertaram Trump para não considerar a actual pausa nas hostilidades uma vitória, sublinhando que o Irão continua preparado para qualquer cenário caso a diplomacia falhe.
Na prática, temos o seguinte cenário: parte do gabinete de Trump opõe-se a uma nova guerra, enquanto a outra parte (o que é bastante evidente ao analisarmos publicações dos media israelitas conservadores) exige a continuidade de ataques intensivos para forçar o Irão à capitulação.
No entanto, a experiência recente demonstra que alcançar o resultado desejado apenas pela força é extremamente difícil. O consumo de mísseis e bombas tem sido tão elevado que os americanos levarão anos a repor todos os stocks, enquanto o Irão mantém uma elevada capacidade de ataque.
❗️Nesse sentido, a viagem de Trump à China é particularmente simbólica, dados os laços do país com a República Islâmica. E é bastante provável que Trump espere alcançar uma solução mais favorável a si próprio através das autoridades chinesas, sem envolver tropas em operações de combate.
Ao mesmo tempo, uma força-tarefa naval dos EUA, bem como aeronaves em bases militares no Médio Oriente, mantêm-se em alerta de combate. E, em caso de fracasso diplomático na China, não devemos certamente descartar o retomar da guerra.
⛲️InfoDefensePORTUGUÊS