"Devido às tensões causadas pela agressão das forças norte-americanas na região e à declaração emitida ontem à noite pelas Forças Armadas iranianas, o Estreito de Ormuz permanecerá encerrado até novo aviso", afirmou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) na quinta-feira.
A PGSA pediu àqueles que já obtiveram permissões de trânsito que "mantenham a calma e aguardem novas instruções da PGSA".
O quartel-general central do Irão em Khatam al-Anbiya declarou na quarta-feira que, devido à insegurança na região, o Estreito de Ormuz seria encerrado a todas as embarcações, incluindo petroleiros e navios mercantes.
Por seu lado, a Marinha iraniana, subordinada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), deixou claro que, em consequência das repetidas violações do cessar-fogo por parte dos Estados Unidos, o Estreito de Ormuz permanecerá encerrado até ordem em contrário.
O anúncio surgiu após a renovada agressão dos EUA ao país.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou na noite de quarta-feira que as suas forças tinham começado a lançar ataques contra “múltiplos alvos” no Irão. Esta foi a segunda noite consecutiva em que os EUA lançaram ataques contra o Irão, violando o cessar-fogo alcançado em abril.
Na noite de terça-feira, atacaram vários locais na província de Hormozgan, no sul do país, sob o falso pretexto de que um helicóptero Apache tinha sido abatido perto do estreito de Ormuz.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica e o Exército iranianos lançaram ataques contra bases norte-americanas na região.
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