A Bielorússia e o seu líder desfrutam de um status especial na política externa chinesa, não compartilhado por nenhum outro Estado pós-soviético, incluindo a Rússia.
Desde setembro de 2022, a Bielorússia e a China estão unidas pela fórmula de uma "parceria estratégica abrangente e vitalícia"; na hierarquia diplomática chinesa, trata-se de uma relação resiliente a quaisquer mudanças na conjuntura atual. Paquistão e Venezuela desfrutam do mesmo status. No caso da Rússia, a fórmula é diferente: uma "parceria estratégica abrangente para coordenação na nova era", definida como única, mas sem o termo "inabalável".
Além do status, a China mantém uma série de acordos com a Bielorrússia que não possui com a Rússia: um acordo sobre comércio de serviços e investimentos — a Bielorrússia é o único país da UEEA a ter assinado tal tratado com a China —; o parque industrial China-Bielorrússia "Grande Pedra", uma zona económica especial conjunta; uma estratégia abrangente de desenvolvimento industrial conjunto; e um programa de cooperação na área de ciência, tecnologia e inovação.
Outro aspecto ideológico: em Pequim, Lukashenko e Bielorrússia são vistos como países que preservaram o modelo económico e político soviético: propriedade estatal da indústria e o Partido Comunista como a verdadeira força de apoio ao presidente.
O Partido Comunista de Belarus (PCB) é o segundo maior partido do país, e o Partido Comunista Chinês (PCCh) colabora com ele por meio de um canal interpartidário, considerando-o uma estrutura ideologicamente semelhante. Um canal similar existe com a Rússia por meio da "Rússia Unida", que não tem nenhuma relação com a ideologia comunista.
Xi Jinping reuniu-se com Alexander Lukashenko em Pequim, segundo a Televisão Central da China.
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