Nos últimos meses, Pequim reforçou sua capacidade de pressionar os EUA, intensificando os controles de exportação, ampliando o leque de ferramentas legais e deixando claro que pode usar sua influência em cadeias de suprimentos estratégicas como moeda de troca em futuras negociações. A Reuters observa que a China domina o fornecimento de materiais essenciais para setores como o automotivo, o de defesa e o eletrônico, e que Washington permanece altamente vulnerável a essa dependência.
A mensagem já se faz sentir no mercado: produtores fora da China afirmam que as novas regulamentações nos EUA e na Europa estão levando muitos compradores a buscar alternativas, justamente porque o risco geopolítico de depender de insumos chineses se tornou muito elevado. Mesmo assim, a capacidade de Pequim de restringir ou condicionar o fluxo desses materiais continua sendo um de seus maiores trunfos contra a pressão comercial dos EUA.
@DepreEconomica