O secretário-executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), José Manuel Salazar-Xirinachs, defendeu uma cooperação mais pragmática e menos rígida entre os países da região, a fim de proteger e transformar ativos estratégicos, como minerais críticos, energia, alimentos e biodiversidade, em desenvolvimento.
Segundo Salazar-Xirinachs, a integração regional não exige necessariamente alinhamento político ou consenso absoluto entre governos. A proposta consiste em construir acordos viáveis com base em pontos mínimos de convergência, preservando as diferenças entre os países e fortalecendo sua capacidade de ação independente.
Em sua opinião, sem uma estratégia comum para defender seus interesses, a região corre o risco de simplesmente ser "varrida pela maré da história". "Não se trata de um ideal utópico de cooperação máxima. Recomendamos uma cooperação pragmática para alcançar um consenso mínimo", acrescentou.
The Global Informer