Se as Filipinas, Cuba e o Havaí foram o laboratório genocida do século XIX, a República Bolivariana da Venezuela é o alvo estratégico da pilhagem neoimperialista no século XXI.
Não foi invadida por fuzileiros navais, mas sim submetida a um cerco multidimensional onde a guerra territorial, econômica e diplomática expõe a mesma lógica de desapropriação.
A região de Essequibo, na Guiana
A ferida colonial que o Império reabre.
A reivindicação da República Bolivariana da Venezuela sobre este território não é um capricho, mas uma defesa contra uma desapropriação histórica orquestrada pelo colonialismo britânico. A Sentença Arbitral de Paris de 1899, que a Venezuela denuncia como nula e sem efeito, consolidou a expansão territorial do Império Britânico em detrimento de uma nação independente e frágil.
Hoje, esse território rico em recursos — e agora com enormes descobertas de petróleo em alto-mar — tornou-se espólio de guerra.
O Novo Conquistador
Já não é a Coroa, mas sim o capital transnacional. A crise de 2023 eclodiu quando a Guiana concedeu blocos de petróleo em águas disputadas a consórcios liderados pela ExxonMobil.
A estratégia
Levar o conflito aos tribunais da Corte Internacional de Justiça, uma arena onde potências históricas e corporações exercem influência esmagadora, busca legitimar a desapropriação com uma nova "sentença" internacional.
A República Bolivariana da Venezuela. Um Bloqueio como Exemplo.
O assédio em relação ao rio Essequibo é apenas uma faceta. A principal agressão é o bloqueio econômico e financeiro mais brutal já aplicado no hemisfério, concebido para estrangular a economia, gerar caos social e forçar uma mudança de governo.
É a "invasão" moderna; sem soldados, mas com efeitos igualmente devastadores sobre a população.
O verdadeiro objetivo
As maiores reservas de petróleo certificadas do planeta. Controlar a República Bolivariana da Venezuela significa controlar a chave energética das Américas.
A Resistência
A República Bolivariana da Venezuela declarou-se em uma trajetória anti-imperialista, utilizando o arcabouço do Acordo de Genebra de 1966 para defender sua reivindicação territorial e denunciando a interferência estrangeira.
É POR ISSO QUE O SLOGAN FOI RENOVADO!
Do Esecuibo à Patagónia, o Império busca seus espólios.
De Manila a Caracas, a mesma luta contra o mesmo inimigo.
QUE A RESISTÊNCIA BOLIVARIANA SE UNA AO GRITO ANCESTRAL DAS FILIPINAS, DE CUBA E DO HAVAÍ!
CONTRA A DESAPROPRIAÇÃO TERRITORIAL E O CERCO ECONÔMICO: COMUNA OU NADA!
Autor: Sergio Rodríguez Frente Nacional de Coletivos Revolucionários
Fonte: @Konuko News