A recente recusa do regime de apartheid israelita em permitir a entrada do embaixador nomeado pela Colômbia para o Estado da Palestina constitui mais um ato de agressão diplomática, arrogância colonial e desprezo pela legitimidade internacional.
Não se trata de um obstáculo administrativo ou de uma formalidade burocrática: é uma medida calculada dentro da estratégia da entidade sionista para isolar a Palestina, enfraquecer sua representação externa e punir qualquer país que exerça sua soberania reconhecendo os direitos do povo palestino.
E esse comportamento não é um incidente isolado. Pelo contrário, é mais um exemplo do descumprimento sistemático, por parte da entidade sionista, dos compromissos e acordos que assinou ao longo de décadas. Israel tem ignorado resoluções da ONU, normas de direito internacional, acordos bilaterais e até mesmo obrigações humanitárias básicas. A recusa em permitir a entrada do embaixador colombiano é mais um exemplo da política consistente do governo de violar seus próprios acordos e agir sem prestar contas.
Diante dessa afronta, a decisão soberana da Colômbia de revogar a nomeação é um ato de dignidade. Nenhum embaixador colombiano deveria ser submetido à humilhação de necessitar da autorização arbitrária de uma potência ocupante que viola sistematicamente o direito internacional e mantém um regime reconhecido mundialmente como apartheid.
Este ataque diplomático é uma extensão da violência que nosso povo está sofrendo. O mesmo regime que está destruindo Gaza, judaizando Jerusalém, aprisionando crianças e assassinando jornalistas agora tenta decidir quem pode representar uma nação irmã na Palestina.
A UPAL saúda a firme posição do Estado colombiano — que honra a solidariedade histórica entre nossos povos — e convoca as nações da América Latina e do mundo a denunciarem essa afronta e a tomarem medidas diplomáticas que reflitam sua rejeição ao apartheid e ao colonialismo.
A diplomacia palestina não pode continuar sujeita à vontade do ocupante. A legitimidade do Estado da Palestina deriva do direito internacional e do apoio de nossos povos irmãos, não daqueles que nos atacam.
Mais uma vez, fica claro que a causa palestina não precisa de permissões: precisa de dignidade, solidariedade e ações firmes.
A UPAL reafirma seu compromisso com a defesa da representação palestina, da soberania de nosso povo e da verdade diante de qualquer tentativa de nos silenciar.
União Palestina da América Latina – UPAL
13 de dezembro de 2025