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Sobre o debate António Filipe vs. António José Seguro
Publicado em 22/12/2025 18:58
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Prestes ao chegar ao termo a maratona televisiva de 28 debates dos três operadores em sinal aberto, com a participação dos “principais” candidatos às eleições de 18 de janeiro de 2026 para o Presidente da República, aconteceu ontem o frente a frente entre António Filipe e António José Seguro.

 

António Filipe confirmou-se não só como o excelente debatedor que já era, de inúmeras outras prestações televisivas ao longo dos últimos anos, mas também como o magnífico candidato que é na pugna presidencial que terá lugar dentro de menos de um mês.

 

Além da sinceridade à prova de bala, da simpatia contagiante, da cultura universal profunda e sólida que dá respaldo à consistente cultura jurídica e política que mostra, António Filipe é o único portador de um compromisso inequívoco para com os trabalhadores, as crianças os jovens, os idosos, os direitos constitucionais ao trabalho, à saúde, à habitação, à educação, à cultura, ao bem-estar e à paz.

 

É também o único que assume a Constituição da República Portuguesa como o programa que um Presidente da República deve seguir – cumprindo-a e fazendo-a cumprir, em todos os domínios; por isso velando para que os mais frágeis não tenham os seus direitos violados e espezinhados.

 

Não há nada de mais nobre na função presidencial do que esse respeito indeclinável e imprescritível pela Constituição. E António Filipe não transigirá nem um milímetro na defesa activa do seu cumprimento em todos os domínios – dos direitos da infância ao trabalho, da cultura às relações com os outros povos – por mais armadilhas que lhe armem.

 

Ao longo dos debates em que participou, não faltaram as armadilhas repetidas e gastas, as perguntas e insinuações em reiterada provocação, ora de moderadores, ora de adversários, por junto ou à vez, apresentada cada uma como se fosse a primeira, com a ênfase do desespero de procurar comprometer, de colocar o inquirido entre a espada e a parede, “entalar” esta espécie de inimigo público do aparente consenso.

 

E, assim, no debate de ontem também não faltou, já no derradeiro momento , como se não tivesse sido até ali repetida até à náusea, ao agora candidato como aos dirigentes do PCP, a candente questão do costume sobre a Ucrânia, à qual António José Seguro se agarrou como um náufrago (A partir do minuto 31:53 do vídeo com ligação no final).

 

Por mais que António Filipe repita que, sim, condenou e condena a invasão da Ucrânia pela Rússia, por mais que explique que a guerra poderia ter sido evitada e pode ser interrompida, por mais que alerte para a atitude irresponsável da NATO e da União Europeia e dos seus directórios, que impõem o prolongamento do sacrifício de centenas de milhares de jovens nos campos de batalha, a morte de civis e a destruição, por mais que advirta para as obrigações constitucionais do Estado Português em matéria de cooperação e de paz, essa gente não lhe perdoa a lucidez nem as palavras justas.

 

 

Autor: Maia Alfredo* in Facebook

 

*Declaração de interesses: Além de camarada de partido, sou proponente da candidatura de António Filipe.



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