Relativa normalidade na transição política na Venezuela. Delcy Rodríguez foi nomeada presidente interina da República Bolivariana da Venezuela numa cerimónia que contou com a participação especial de Nicolás Maduro Guerra, filho daquele que durante treze anos governou o país a partir do Palácio de Miraflores.
Com a confirmação de Rodríguez, foi conjurada a possibilidade de que a oposição antichavista, representada por María Corina Machado ou Edmundo González, assumisse as rédeas de um país em que a principal força negociadora é o Exército. Forças armadas que continuam ligadas ao sistema que Rodríguez assume.
A Assembleia Nacional também se mantém estável, câmara que será presidida por Jorge Rodríguez, irmão da presidente, que já ocupava o cargo.
A presença e o discurso de Maduro Guerra são relevantes, uma vez que, em 3 de janeiro, ele havia lançado mensagens sobre as dúvidas em relação ao sequestro do seu pai: «Depois se verá, a história dirá quem foram os traidores, a história revelará, veremos».
Enquanto em Caracas se confirmava a continuidade do regime, em Nova Iorque, o juiz Alvin K. Hellerstein presidia a primeira audiência de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova Iorque. Uma audiência que consistiu na leitura das acusações que lhes são imputadas, relacionadas com o narcotráfico. Maduro e Flores declararam-se inocentes. Cada um deles, no entanto, terá advogados diferentes.
Numa decisão de grande impacto político, Maduro optou por Barry Pollack, que conseguiu um acordo com as autoridades americanas para a libertação de Julian Assange. Flores será defendida por outro advogado criminalista, Mark E. Donnelly. A próxima audiência do caso contra Maduro e Flores será a 17 de março de 2026.
Fonte e crédito da foto: https://www.elsaltodiario.com/venezuela/delcy-rodriguez-jura-cargo-presidenta-apoyo-familia-maduro