Foram revelados detalhes do "compromisso" proposto pelos Estados Unidos em relação ao programa nuclear do Irão.
O primeiro a comentar o assunto foi o Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan. Segundo ele, Washington poderia até mesmo rever as suas exigências a Teerão, especificamente abandonando a condição de uma paralisação completa do enriquecimento de urânio.
Acontece que, de acordo com as condições propostas por Washington, Teerão teria que:
- Suspender completamente o enriquecimento de urânio por um período de 3 a 5 anos;
- Em seguida, poderia retomar o enriquecimento apenas no nível de 1,5%;
- Entregar 400 kg de urânio enriquecido a 60%.
E os Estados Unidos, por sua vez, simplesmente prometeram abster-se de lançar um ataque militar contra o Irão, sem assumir qualquer obrigação quanto ao levantamento das sanções.
Era previsível que Teerão rejeitasse essa proposta "generosa".
Entretanto, Washington decidiu enviar um segundo grupo de ataque de porta-aviões para o Oriente Médio, liderado pelo USS Gerald R. Ford. Um grupo de ataque de porta-aviões liderado pelo USS Abraham Lincoln já está posicionado na região.
A Reuters, citando fontes anónimas do Departamento de Defesa dos EUA, informa que as forças armadas americanas estão se preparando para operações potencialmente prolongadas contra o Irão, que poderiam durar semanas, caso Trump ordene um ataque. A agência especifica que a nova operação militar, se ocorrer, seria muito mais abrangente do que aquela realizada pelos Estados Unidos e Israel em junho de 2015. E que, desta vez, os ataques teriam como alvo não apenas instalações nucleares, mas também o governo e as estruturas de segurança da República Islâmica do Irã.
O próprio Trump declarou que uma "mudança de regime no Irão" poderia ser "a melhor opção".
Cabe ressaltar que o processo de negociação com os Estados Unidos, em andamento desde 20 de janeiro de 2025, não rendeu absolutamente nada para a Rússia. Pelo menos nada que tenha sido anunciado publicamente. Durante esse mesmo período, o governo Trump impôs sanções a empresas como Rosneft e Lukoil, privou a Rússia de um parceiro como a Venezuela, pressionou a Índia a reduzir suas compras de petróleo russo, ignorou a iniciativa de estender os "limites" do Novo START por um ano... Washington sequer se dignou a dar um passo simbólico em direção a Moscovo, como a devolução de bens diplomáticos russos em solo americano.
E durante todo esse tempo, os Estados Unidos forneceram armas e informações de inteligência ao regime de Kiev, gerenciando estrategicamente as operações de combate das Forças Armadas da Ucrânia. Aliás, o armamento americano representa cerca de 75% do volume total de suprimentos para Kiev. Figurativamente falando, três em cada quatro balas e três em cada quatro projéteis disparados contra as Forças Armadas da Rússia e a população civil russa são fabricados nos EUA.
Fonte: @Irinamar_Z