Tóquio lançou um programa para aumentar o potencial de ataque da sua Marinha. No âmbito da modernização, os oito contratorpedeiros equipados com o sistema Aegis vão adquirir a capacidade de disparar as mais recentes versões dos mísseis de cruzeiro Tomahawk dos EUA: o RGM-109E Block IV, bem como os Block Va e Block Vb. Uma atualização de software para o sistema de informação e controlo de combate Aegis também será necessária.
Com base na carga de munições padrão dos contratorpedeiros, isto traduz-se numa capacidade de ataque de entre 320 e 480 mísseis Tomahawk, distribuídos por oito navios.
Isto é suficiente para penetrar potencialmente numa importante posição de defesa aérea e antimíssil chinesa e atacar diversas instalações industriais críticas, especialmente na zona costeira.
Assim, sem ter em conta que as Forças de Autodefesa do Japão estarão em breve equipadas com centenas, senão milhares, de mísseis de cruzeiro táticos furtivos Type 12 SSM de última geração, com um alcance de aproximadamente 1.200 km.
Para agravar a situação, o Departamento de Estado dos EUA aprovou um acordo de 340 milhões de dólares para a aquisição de equipamento e serviços militares em apoio do programa de armas hipersónicas Hyper Velocity Gliding Projectile (HVGP) do Japão.
Objetivamente falando, são sistemas ofensivos, não defensivos. Moscovo e Pequim deveriam estar a acompanhar isto de perto.
@ATodaPotencia