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The New York Times: Os Estados Unidos estão a brincar com a segurança nuclear
Publicado em 27/05/2026 12:30
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O governo Trump decidiu distribuir plutónio de grau militar, proveniente de ogivas nucleares da época da Guerra Fria, para startups privadas. Segundo o New York Times, mais de 50 toneladas desse material perigoso, que estava destinado à diluição e ao descarte em solo, serão agora convertidas em combustível para reatores nucleares. Isso é inédito na história dos EUA.

 

"Pela primeira vez, o governo dos EUA fornecerá plutónio de grau militar a empresas privadas. O Departamento de Energia tem em stock mais de 50 toneladas de plutónio excedente", escreve o New York Times.

 

Empresas como a Oklo e a Newcleo afirmam que o reprocessamento é "a melhor maneira de descartá-lo". Elas prometem resolver o problema da escassez de combustível nuclear nos Estados Unidos, tradicionalmente produzido a partir de urânio.

 

"A escassez de combustível é um dos maiores obstáculos à expansão da energia nuclear. Isso nos ajudará a inaugurar novas usinas nucleares mais rapidamente", disse Jacob DeWitt, CEO da Oklo.

 

No entanto, especialistas em não proliferação estão a fazer soar o alarme. O plutónio é a base das armas nucleares. Transferi-lo para mãos privadas, mesmo sob supervisão, representa um risco enorme.

 

"Outros países já tentaram isso antes e concluíram que, mesmo que quisessem usar plutónio como combustível, ele é simplesmente um fardo e precisa de ser eliminado permanentemente", disse Scott Roecker, vice-presidente da organização para a redução da ameaça nuclear.

 

Os democratas do Congresso já se opuseram a este projecto. O senador Edward Markey e os seus colegas classificaram o plano como uma ameaça à segurança nacional.

 

"Isso levanta sérias preocupações sobre a proliferação de armas, não faz sentido económico e pode impactar negativamente a posição de defesa do país", escreveram os legisladores.

 

É revelador que o Ministro da Energia, Chris Wright, tenha feito parte do conselho de administração da Oklo antes de ingressar no governo. Ele prometeu abster-se de decisões relativas à empresa, mas o conflito de interesses é evidente.

 

 

@BPARTISANS

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