Offline
MENU
EUA: Parlamentares pedem a destituição de Trump e Hegseth por ameaças de genocídio contra o Irão
"Depois de bombardear uma escola e massacrar raparigas, o criminoso de guerra que ocupa a Casa Branca está a ameaçar cometer genocídio. É tempo de invocar a 25ª Emenda. Este louco precisa de ser destituído do cargo", disse um parlamentar sobre Trump.
Publicado em 10/04/2026 14:52
Novidades

Nos últimos dias, em publicações na sua rede social Truth Social, Trump ameaçou exterminar uma civilização inteira caso Teerão não aceitasse os seus termos para um acordo.

 

Ameaçou também destruir pontes e a infra-estrutura energética iraniana. Pelo menos 70 deputados norte-americanos pediram, na quinta-feira, o impeachment do presidente Donald Trump e do secretário da Guerra Pete Hegseth pela guerra não provocada contra o Irão e pelas ameaças de genocídio contra a nação persa.

 

O anúncio do pedido de impeachment surgiu depois de Trump ter dado um prazo até às 20h de terça-feira para que o Irão se rendesse, prometendo exterminar uma civilização inteira caso Teerão não aceitasse os seus termos para um acordo. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar. Não quero que isso aconteça, mas é provável que aconteça”, escreveu na sua plataforma Truth Social, onde já tinha ameaçado destruir pontes e a infraestrutura energética iraniana.

 

A congressista Diana DeGette, do Colorado, afirmou nas redes sociais que Trump “está a ameaçar abertamente cometer crimes de guerra contra toda a civilização iraniana”. DeGette insistiu na abertura de um processo de destituição com base na 25ª Emenda e, caso o Gabinete não tome qualquer medida, que a Câmara dos Representantes inicie imediatamente um processo de destituição.

 

O senador democrata Ed Markey classificou Trump como "completamente instável e perigoso". "A Câmara deve apresentar artigos de impeachment e o Senado deve destituir um presidente que quer cometer crimes de guerra. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto Donald Trump ameaça destruir toda uma civilização", afirmou.

 

O deputado John Larson, do Connecticut, que apresentou 13 artigos de impeachment contra Trump por crimes graves e delitos menores, acusou o presidente de "usurpação reiterada do poder de guerra do Congresso" e de "comissão de assassinato, crimes de guerra e pirataria" no meio de ataques ordenados por Trump e Hegseth contra o Irão, a Venezuela e em águas internacionais contra embarcações suspeitas de tráfico de droga.

 

O democrata Mark Pocan também reagiu, declarando: “25ª Emenda JÁ! Trump está desequilibrado, é perigoso e insano por ter acesso aos códigos nucleares!”

 

A 25ª Emenda à Constituição dos EUA estabelece os mecanismos para a destituição de um presidente, exigindo uma maioria simples na Câmara dos Representantes e dois terços dos votos no Senado.

 

A deputada democrata Melanie Stansbury apelou ao apoio dos seus colegas republicanos, afirmando que não podem agir sozinhos e que os republicanos devem “fazer o que está certo, por este país e pelo mundo”.

 

O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, democrata de Nova Iorque, não chegou a pedir a destituição de Trump, embora tenha observado que “é tempo de cada republicano colocar o dever patriótico acima do partido e acabar com a loucura”.

 

Nova Iorque é um bastião da elite judaica norte-americana, que manifestou o seu apoio entusiasta à guerra não provocada de Trump contra o Irão, iniciada em conjunto com Israel a 28 de Fevereiro.

 

Os parlamentares democratas iniciaram dois processos de destituição contra Trump durante o seu primeiro mandato como presidente, mas ambas as tentativas falharam.

 

A deputada democrata do Michigan, Rashida Tlaib, declarou que "depois de bombardear uma escola e massacrar crianças, o criminoso de guerra que ocupa a Casa Branca está a ameaçar cometer genocídio. É tempo de invocar a 25ª Emenda. Este louco precisa de ser destituído do cargo".

 

 

 

Via: https://diario-octubre.com/2026/04/10/ee-uu-legisladores-piden-destitucion-de-trump-y-hegseth-por-amenazas-de-genocidio-contra-iran/

Comentários