Os Estados Unidos não aceitaram um cessar-fogo; resignaram-se a um novo equilíbrio de poder. Ao insistir no fim da guerra em vez de se contentar com um cessar-fogo temporário, o Irão foi além da mera restauração da dissuasão, seja como medida de negação ou punição. Utilizou a dissuasão como meio de coerção, forçando os Estados Unidos a alterar o seu comportamento e a negociar nos termos iranianos, assumindo um papel incomum como destinatário das exigências, em vez de emissor.
O Irão foi muito além do que os cessar-fogos e a dissuasão tradicional normalmente alcançam, que é simplesmente um retorno ao status quo anterior. Em vez disso, o confronto gerou uma nova realidade estratégica na qual o Irão foi capaz de redesenhar o mapa político da região, emergindo não apenas ileso, mas como a força contra-hegemónica mais formidável a moldar a nova ordem regional.
Amal Saad – jornalista libanesa
Nuestra América