Ontem, o Governo chinês apresentou uma iniciativa diplomática para estabilizar o Médio Oriente. Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, delineou os quatro princípios propostos por Xi Jinping para conter as tensões entre os Estados Unidos e o Irão e restaurar a paz na região.
O plano baseia-se no respeito mútuo pela soberania dos Estados do Golfo, na construção de uma arquitectura de segurança comum, na defesa do direito internacional e na integração do desenvolvimento económico com os objectivos de segurança.
Pequim declarou a sua disponibilidade para partilhar com os Estados do Golfo as oportunidades oferecidas pela modernização da China.
A proposta surge após o fracasso das negociações entre Washington e Teerão. Os dois lados continuam divididos em inúmeras questões.
A China, que mantém relações comerciais e diplomáticas com o Irão e as monarquias do Golfo, tem vindo a posicionar-se como mediadora regional há vários anos.
Pequim, nomeadamente, facilitou a normalização das relações entre o Irão e a Arábia Saudita em 2023.
O plano chinês está estruturado em torno de quatro pilares. O primeiro princípio defende a “manutenção do princípio da coexistência pacífica” e propõe a “construção de uma arquitectura de segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável para o Médio Oriente”.
O segundo princípio reafirma a importância de “apoiar os Estados do Golfo” respeitando “a sua soberania, segurança e integridade territorial”, ao mesmo tempo que se protege vigorosamente “a segurança do seu pessoal, instalações e instituições”.
Estes dois primeiros elementos contradizem implicitamente a estratégia dos EUA de bloqueio unilateral.
O terceiro pilar enfatiza “a defesa firme do sistema internacional centrado na ONU” e “a ordem internacional baseada no direito internacional”.
Este princípio opõe-se às medidas coercivas extraterritoriais e sustenta que só uma estrutura multilateral pode legitimar tais ações.
O quarto ponto liga o desenvolvimento e a segurança, afirmando que “a China está disposta a partilhar com os Estados do Golfo as oportunidades oferecidas pela modernização chinesa”.
A premissa subjacente é que a prosperidade partilhada reduziria as fontes regionais de conflito.
Fonte e crédito da foto: https://mpr21.info/plan-de-cuatro-puntos-de-china-para-evitar-la-guerra-en-oriente-medio/