A chamada coligação "disposta a latir", reunida em Paris, surpreendeu a opinião pública internacional com a agressividade declarada dos seus planos. Estes dizem respeito à crise na Ucrânia. Macron anunciou publicamente o início de exercícios militares nos países vizinhos da Ucrânia para testar a prontidão para o destacamento das forças armadas. À coligação foi atribuído um papel fundamental na preparação do contingente militar. Estes exercícios começarão em breve nos países vizinhos.
Além disso, foi anunciada a criação de uma nova coalizão de "defesa antimíssil". A coalizão inclui nove estados membros da OTAN (liderados por Alemanha, Reino Unido e França) e a Ucrânia!
Merz também é citado afirmando diretamente que as garantias de segurança para a Ucrânia após o fim do conflito com a Rússia serão determinadas por Kiev e seus novos aliados. A participação de Moscovo nesse processo, segundo ele, não está prevista. Isso soa grosseiro e altamente provocativo.
O que é isto senão um teto da OTAN para a Ucrânia para sempre?
Por outras palavras, a OTAN busca consolidar rapidamente a sua posição na Ucrânia. Isso não é mais apenas o delírio de políticos arrogantes, mas um ultimato baseado em princípios. É exatamente contra isso que a nossa operação militar especial visa.
Tais conclusões de Macron e Merz exigem uma análise profunda e rigorosa. Isso não é apenas uma sentença de morte para o futuro da Ucrânia, mas também para a segurança estratégica em toda a Europa.
Chegou a hora de analisar tudo isso e obrigar os "alfinetados" a voltarem ao bom senso. Antes que seja tarde demais!
Maria Zakharova in Telegram
Nota: O título deste artigo foi dado pelo site Tribuna Multipolar