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Cuba, um bastião da América Latina na luta contra o imperialismo
A Associação de Estudantes da Universidade de Teerão, numa carta divulgada esta quinta-feira, enfatizou a necessidade de resistência contra a interferência dos EUA.
Publicado em 14/08/2026 12:30
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Numa carta dirigida ao Congresso Internacional "Fidel, Legado e Futuro", a Associação de Estudantes da Universidade de Teerão recordou os laços entre iranianos e cubanos, destacando a importância da resiliência face à arrogância global e à intervenção dos EUA.

 

Referindo-se ao discurso proferido pelo líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, na Universidade de Teerão, a carta afirmava que Castro, nesse discurso, "elogiou a resistência, o espírito de independência e a espiritualidade do povo iraniano" e considerou a queda do regime do Xá como "a manifestação da vontade de uma nação que retomou o controlo do seu próprio destino face à dominação estrangeira". “Com a franqueza que sempre o caracterizou, chamou aos Estados Unidos ‘o Xá imperialista’ do mundo moderno; considerava que o seu império estava próximo da sua própria pátria e que Cuba estava na linha da frente da luta contra o inimigo.

 

Para nós, estas palavras não eram simplesmente uma posição política; eram um sinal da profundidade dos laços históricos, culturais e revolucionários entre o Irão e Cuba”, sublinhava a carta.

 

Noutra passagem da carta, denunciaram a política externa dos EUA e o “nefasto projeto da Doutrina Monroe”, que legitima a agressão contra os países vizinhos e a intervenção, incluindo a invasão militar, contra os países da região. “Consideramos a heróica Cuba a linha da frente e o principal bastião da América Latina na luta contra este projeto criminoso, e acreditamos que todos estes grupos estão alinhados como uma frente coesa contra o inimigo comum”, acrescentaram.

 

Outra parte da carta destacou os laços científicos entre Teerão e Havana e as conquistas obtidas nesta área através da cooperação mútua entre as duas nações. “Acreditamos que hoje o campo da ciência e do conhecimento deve estar inevitavelmente ligado à resistência contra a arrogância imperialista global. Não queremos que as trocas científicas entre os nossos dois povos permaneçam meramente no papel ou se reduzam a reuniões limitadas e protocolares; pelo contrário, queremos transformar esta relação numa base para a cooperação e a ação conjunta”, concluíram.

 

Por esse motivo, propomos que, para além dos intercâmbios científicos já existentes, sejam criadas condições para o estabelecimento de ligações diretas entre as organizações estudantis dos dois países, a realização de encontros conjuntos e a troca de experiências entre estudantes e ativistas universitários do Irão e de Cuba. Acreditamos que esta relação pode iniciar uma cooperação mais ampla; uma cooperação em que o conhecimento e a experiência dos estudantes universitários de ambos os países transcendam o nível do diálogo e se transformem em projetos e ações conjuntas nas esferas científica, cultural e social”, refere a carta.

 

Aludindo à importância da cooperação científica entre as universidades dos dois países, considera-se que “o estabelecimento de relações entre os estudantes dos dois países constitui uma oportunidade para a compreensão mútua, a transmissão de experiências e a construção de uma cooperação duradoura entre as gerações mais jovens do Irão e de Cuba”. “O lema é só um, o caminho é só um e o inimigo também é só um. Mantemo-nos firmes neste caminho, acreditamos nele, lutamos por ele e damos a nossa vida por ele”, conclui a carta.

 

Na terça-feira, teve início em Cuba o Congresso Internacional “Fidel: Legado e Futuro”, com mais de 1.500 delegados, incluindo mais de 900 participantes estrangeiros de 63 países.

 

 

 

Fonte e crédito da foto: https://www.hispantv.com/noticias/cuba/648691/principal-bastion-america-latina-lucha-imperialismo

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