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Líderes da OCS condenam guerra dos EUA e de Israel contra o Irão
Os Estados-membros da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) condenaram a guerra dos EUA e de Israel contra o Irão e alertaram que as suas acções ameaçam seriamente a paz internacional.
Publicado em 02/09/2026 14:00
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Numa declaração conjunta, os chefes de Estado da OCX, reunidos em Bishkek, capital do Quirguistão, reafirmaram a sua “condenação aos ataques militares contra o território da República Islâmica do Irão, dos quais resultaram numerosas vítimas civis e graves danos para a economia do país”. “Tais ações violam os princípios e normas do direito internacional e a Carta das Nações Unidas e criam sérios riscos para a paz, segurança e estabilidade internacionais”, referiu o comunicado divulgado na terça-feira.

 

Os membros da OCX reafirmaram ainda o seu apoio à soberania e integridade territorial do Irão e defenderam a resolução do conflito exclusivamente através de meios políticos e diplomáticos.

 

Afirmaram ainda, na sua declaração, que se opõem a qualquer “medida coerciva unilateral” que contrarie as regras das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC) e que possa ter um “impacto negativo na economia global”.

 

Noutro ponto, reafirmaram também os direitos do Irão enquanto membro do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

 

Os membros da OCS enfatizaram o “direito inalienável” do Irão de conduzir investigação, produzir e utilizar energia atómica “para fins pacíficos”, bem como de promover uma cooperação internacional equitativa, sustentável e mutuamente benéfica nesta área, sem discriminação. Afirmaram ainda que qualquer medida que restrinja este direito é “contrária ao direito internacional”.

 

O comité organizador anunciou que, para além da Declaração de Bishkek, os Estados-membros assinaram outros 27 documentos estratégicos.

 

Entre os principais documentos, destacam-se as normas para a criação do Centro Universal de Combate aos Desafios e Ameaças à Segurança dos Estados-membros da OCS, bem como um plano de ação abrangente para o período de 2026 a 2030, com o objetivo de desenvolver portos e centros logísticos em todo o bloco.

 

A cimeira, realizada na capital do Quirguistão, assinalou o 25º aniversário do bloco regional e destacou a sua crescente influência como contrapeso às instituições internacionais dominadas pelo Ocidente. O encontro reuniu líderes de toda a Eurásia, incluindo o presidente russo Vladimir Putin, o presidente chinês Xi Jinping, o presidente do Irão e os líderes da Índia, Paquistão e Turquia. Historicamente focada na segurança regional e na cooperação económica, a OCS adquiriu uma crescente importância geopolítica e conta atualmente com 10 Estados-membros de pleno direito.

 

Além disso, a sua influência expande-se através de uma rede de 15 “parceiros de diálogo”, incluindo a Turquia, a Arábia Saudita e o Qatar, bem como dois Estados observadores: o Afeganistão e a Mongólia.

 

 

 

Publicado originalmente e crédito da foto:

https://www.hispantv.com/noticias/politica/659688/lideres-ocs-condenan-guerra-eeuu-israel-iran

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