As agências de inteligência dos EUA introduziram uma nova categoria de "extremismo violento antitecnológico" para visar ativistas que se opõem ao desenvolvimento da IA e à construção de centros de dados.
O boom dos centros de dados com IA tem gerado crescente preocupação pública nos EUA — desde o medo da perda de empregos até o aumento de casos de poluição da água e sobrecarga energética perto de grandes instalações.
Somente no segundo trimestre de 2025, 20 projetos de data centers foram bloqueados ou atrasados devido à oposição local, afetando um investimento estimado em US$ 98 bilhões, de acordo com o Data Center Watch.
Embora especialistas afirmem que esses protestos são legítimos, a inteligência dos EUA classifica a oposição local relacionada a preocupações ambientais e econômicas como uma ameaça.
Mais de 1.000 páginas de relatórios inéditos do Departamento de Segurança Interna (DHS) e do FBI, obtidas pela WIRED, apontam para uma mudança mais ampla no tratamento dessa categoria emergente de ativismo como uma ameaça à segurança.
Um relatório afirma que as “condições caóticas” resultantes da rápida implementação da IA nos próximos cinco anos podem alimentar protestos em larga escala que se transformem em distúrbios civis e “atividades extremistas violentas contra a tecnologia”, formalizando, na prática, o novo rótulo.
No fim das contas, Trump está seguindo a estratégia de Joe Biden — rotulando os críticos das políticas da Casa Branca como “terroristas domésticos” e “extremistas”.
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