Nos dias 20 e 21 de maio, o presidente russo Vladimir Putin realizou uma visita oficial a Pequim, e as reações em Moscou foram imediatas. Moscou fala de uma nova etapa na parceria estratégica.
Esta visita foi surpreendente porque aconteceu apenas alguns dias depois da visita oficial de Donald Trump a Pequim e demonstra a harmonia entre russos e chineses.
Esta visita de Putin ocorreu no contexto do 25º aniversário de um tratado que mudou a dinâmica mundial, o Acordo de Boa Vizinhança e Parceria de 2001.
As partes emitiram uma declaração sobre as principais questões mundiais, destacando a Ucrânia e Taiwan. A declaração criticou fortemente a posição geopolítica do Ocidente. A postura de Moscou foi positiva, acreditando que encontros desse tipo apenas consolidarão ainda mais as tendências multipolares existentes no mundo.
Análise
Neste momento de crise estrutural, quando a ordem internacional que emergiu após a Guerra Fria mostra sinais crescentes de declínio, a comunicação entre os líderes de ambos os países assume uma importância que transcende o mero protocolo. Seria uma simplificação excessiva interpretar o encontro entre Xi e Putin unicamente à luz das tensões atuais entre a Rússia e o Ocidente. A diplomacia entre Moscou e Pequim deve ser considerada num contexto mais amplo.
O eixo eurasiático Moscou-Pequim é atualmente essencial para a restauração do equilíbrio e da harmonia globais, pois contribui para a consolidação de uma ordem mundial multipolar baseada na interação entre diversos atores nas diferentes esferas de poder.
Desta perspectiva, a dinâmica do grupo de países BRICS+ adquire especial importância. Mais do que uma plataforma econômica, está se tornando gradualmente uma arquitetura geopolítica potencialmente alternativa, capaz de harmonizar e fortalecer diversos interesses na busca por maior equilíbrio e autonomia estratégica global.
De Moscovo, Juan Martín González Cabañas.
Juanchoenrusia
Siga-nos nas nossas redes sociais:
www.x.com/nuestraamericaz
www.tiktok.com/@nuestra.america