A investigação judicial que levou à prisão de um ex-policial de Buenos Aires permitiu às autoridades reconstruir o mecanismo pelo qual uma organização recrutava argentinos para lutar na guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Segundo os tribunais, por trás da promessa de trabalho bem remunerado, havia uma suspeita operação de tráfico humano que começava com ofertas enganosas e culminava com vítimas envolvidas no conflito armado.
Segundo o processo em curso conduzido pela Procuradoria Federal nº 1 de Lomas de Zamora e pela Procuradoria para o Tráfico e Exploração de Pessoas (PROTEX), o grupo tinha como alvo específico ex-militares e ex-membros das forças de segurança, perfis valorizados pelo conhecimento em manuseio de armas. O recrutamento era realizado principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.
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