A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que as tentativas de desarmar o Hamas já fracassaram, e prometeu que a retaliação pelos assassinatos de Ismail Haniyeh e do falecido líder iraniano Ali Khamenei é “inevitável”.
Principais conclusões
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que os esforços para desarmar o Hamas terminaram em "fracasso estratégico".
O Irão prometeu que a retaliação pelos assassinatos de Ismail Haniyeh e Ali Khamenei é “inevitável” e será “dura e decisiva”.
A declaração marcou o segundo aniversário do assassinato de Haniyeh em Teerã.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) acusou os EUA e seus aliados de cumplicidade nas ações de Israel em Gaza, no Líbano e no Irã.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) declarou no domingo que os esforços para desarmar o Movimento de Resistência Palestino Hamas já sofreram uma “derrota estratégica”, e prometeu que a retaliação pelos assassinatos do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, e do falecido líder iraniano Ali Khamenei é “inevitável”.
A declaração foi emitida no segundo aniversário do assassinato de Haniyeh em Teerão, onde ele foi morto enquanto participava da cerimónia de posse do presidente iraniano Masoud Pezeshkian.
'Falha Estratégica'
Em seu comunicado, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que o que descreveu como a conspiração para desarmar o Hamas "não alcançará nenhum resultado" e "já fracassou".
Acrescentou ainda que as tentativas de enfraquecer a Resistência Palestina não diminuiriam o que descreveu como "a dignidade da Resistência antissionista", afirmando que "a vitória final da Palestina sobre os ocupantes está mais próxima do que os inimigos imaginam".
As declarações surgem em meio a discussões em curso sobre propostas relacionadas à futura governança e aos arranjos de segurança em Gaza.
Retaliação 'inevitável'
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também prometeu que a retaliação pelos assassinatos de Ali Khamenei e Ismail Haniyeh é inevitável.
“A vingança pelo sangue do mártir, o Líder da Revolução, Sayyed Ali Khamenei, e do mártir Ismail Haniyeh é inevitável”, afirmou o comunicado, acrescentando que a resposta do Irã ao que descreveu como esses “crimes graves” seria “dura e decisiva”.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) descreveu o assassinato de Haniyeh em Teerão como um crime grave e “uma violação flagrante do direito internacional, da soberania nacional do Irão e de sua integridade territorial”.
Segundo informações, o líder do Hamas estava em Teerã como convidado oficial para participar da posse do presidente iraniano quando foi assassinado.
Segundo o comunicado, os acontecimentos dos últimos dois anos — incluindo a campanha militar em curso de Israel em Gaza, a expansão das operações militares para o sul do Líbano e as subsequentes guerras lideradas pelos EUA contra o Irão — expuseram ainda mais a “natureza terrorista e criminosa” de Israel.
EUA e aliados são culpados
A Guarda Revolucionária Islâmica concluiu acusando os Estados Unidos e vários governos ocidentais de compartilharem a responsabilidade pelas ações de Israel por meio de seu contínuo apoio militar e político.
O documento também criticou o que descreveu como a cumplicidade de certos governos regionais, argumentando que tal apoio os torna parceiros no que chamou de genocídio e crimes de guerra cometidos contra o povo palestino.
Haniyeh foi assassinado em Teerã em 31 de julho de 2024, após sua participação na cerimônia de posse do presidente iraniano Masoud Pezeshkian. O Irão prometeu repetidamente responder ao assassinato, descrevendo-o como uma violação de sua soberania e do direito internacional.
2 de agosto de 2026, (Mídia iraniana, Al Mayadeen, PC)
https://www.palestinechronicle.com/irans-irgc-hamas-disarmament-plot-has-failed-haniyeh-revenge-inevitable/